O personagem se aproximou do brasileiro, tocou suas mãos e, de repente, o puxou para o centro do tablado onde se exibia.
Para a surpresa e comoção do público que estava presente, o Mickey incentivou que Basilio tocasse suas orelhas, focinho, boca e bochechas.
“Ah, você é do Brasil?! Um amigo meu está me ensinado português”, disse Mickey, em inglês. Em seguida, em português, o personagem fala, “podemos tirar uma foto juntos? Fantástico!”.
O encontro se encerra com um longo abraço entre os dois e com o convite para que a mãe de Basilio, Célia Santana, 60, também desse um abraço no boneco.
“Fiquei muito emocionado. Não esperava. O Mickey é um personagem que sempre gostei. O que ele fez foi muito surpreendente. Foi um momento mágico, inesquecível”, conta Basilio. Para uma pessoa cega, tatear um objeto ou um rosto tem poder de ampliação do entendimento a respeito do significado das coisas.
“O tocar é questão delicada, pois pode haver uma leitura de invasão de privacidade. Quando existe a abertura da pessoa que vê para que o cego a toque, é sempre muito legal. Não para saber se os traços são bonitos ou feios, mais porque você adiciona elementos ao seu universo”, afirmou a ouvidora Jucilene Braga, cega desde a infância.
Basilio mora em Bauru, interior de São Paulo, toca guitarra, adora música e está curtindo sua fama na internet. O vídeo do encontro com Mickey já foi visto por mais de 1,4 milhão de pessoas em menos de uma semana. (Com informações do UOL).
.

0 comments:
Postar um comentário