sábado, 5 de novembro de 2016

Doutor Estranho surpreende na estreia e deve superar Thor nas bilheterias

Doutor Estranho surpreendeu todo mundo nas bilheterias. Enquanto os especialistas davam conta de uma estreia de em torno de US$75 milhões nos EUA, o filme deve arrecadar facilmente US$83 milhões.

Com uma aprovação total no CinemaScore, site que pede para frequentadores avaliarem os filmes assim que saem de sua sessão, Doutor Estranho deve continuar forte nas próximas semanas e provavelmente ultrpassar Thor: O Mundo Sombrio na bilheteria total.

As primeiras previsões davam conta de um número parecido com Homem-Formiga, que fez US$519 milhões ao redor do mundo. No momento, no entanto, parece que o filme se aproximará mais dos US$650 milhões.

Kevin Feige foi o responsável por incluir a Joia do Tempo, uma das estimadas e poderosas Joias do Infinito, dentro do Olho de Agamotto, artefato mágico usado pelo herói de Doutor Estranho.

“Kevin me pediu pessoalmente para incluir essa ligação com Vingadores: Guerra Infinita. Não é para que meu filme informe o filme dos Irmãos Russo, mas para que tudo pareça ser do mesmo universo, como é. Kevin é o Mago Supremo quando se trata dessas conexões, mas ele nunca foi um intruso no meu trabalho ou senti isso como um peso”, comentou o diretor Scott Derrickson à EW.

Vale lembrar que, enquanto a Joia do Tempo está com Doutor Estranho, a Marvel já introduziu quatro outras:

Joia do Espaço: O Tesseract, introduzido no primeiro Capitão América e usado no plano de Loki em Os Vingadores.
Joia da Realidade: O Éter, introduzido em Thor: O Mundo Sombrio.
Joia do Poder: O Orbe, introduzido em Guardiões da Galáxia.
Joia da Mente: Parte do cetro de Loki, mais tarde usada para criar o Visão.

Fãs da Marvel mais atentos devem ter notado a presença de um Mestre Drumm em Doutor Estranho – o personagem foi morto por Kaecilius durante a batalha no Sanctum de Nova York.

Daniel Drumm é, na verdade, a identidade do Irmão Voodoo, um parceiro frequente do Doutor Estranho nos quadrinhos – e o diretor Scott Derrickson não descarta a possibilidade de seu retorno em continuações.

“Eu não vejo uma franquia do personagem sem o Irmão Voodoo”, comentou à EW. “Há uma chance enorme que você vá vê-lo no futuro. É um dos meus personagens favoritos em toda a mitologia do Doutor Estranho”.

O diretor Scott Derrickson conversou com a EW sobre a verdadeira ladra de cenas de Doutor Estranho: a Capa da Levitação.

“Ela não é tão consciente quanto o tapete mágico de Aladdin, mas ela tem uma personalidade. O que aconteceu foi que um dos dublês teve essa ideia da capa ajudar o Doutor Estranho em um momento específico da luta com Kaecilius no Sanctum Santorum, e isso ficou tão legal que percebemos: ‘bom, acho que agora ela é uma personagem, vamos usá-la em outras cenas'”, comentou Derrickson.

Já o momento em que a capa limpa as lágrimas de Strange enquanto ele chora a morte de uma personagem importante do filme foi ideia de Benedict Cumberbatch.

“Eu achei que a ideia foi hilária. Falei para ele levantar a gola da capa e iriamos criar esse momento clichê de super-heróis só para depois zombar do clichê”, disse.

O diretor Scott Derrickson conversou com a EW sobre um detalhe interessante do seu Doutor Estranho: ele é provavelmente o primeiro filme de super-heróis sem absolutamente nenhum tipo de arma de fogo em tela.

“Não há nada menos mágico do que uma arma. Eu acho que banir esse tipo de equipamento das lutas foi necessário para que o filme fosse sobre algo mais do que apenas a destruição. Eu disse para Kevin [Feige] que sentia que esses grandes filmes de ação usavam a tecnologia dos efeitos especiais para o mesmo tipo de destruição sempre – e queria fazer algo diferente”, comentou.

O diretor Scott Derrickson conversou com a EW sobre o clímax do seu Doutor Estranho, e como ele conseguiu subverter o clichê dos finais da Marvel, onde “precisamos destruir uma cidade e fechar um portal”, conforme ele contou.

“Pensei comigo: vamos fazer o contrário. Vamos ‘des-destruir’ uma cidade e vamos atravessar o portal – quero ver o que há do outro lado. Queria uma cena bem viajada, psicodélica. E pensei: vamos fazer as pessoas lutarem enquanto todo o resto do mundo está andando de trás para frente”, comentou.

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